IPL ou Laser podem tratar olheiras
Bolsas e escuridão ao redor dos olhos incomodam homens e mulheres de todas as idades. Até mesmo as crianças, devido a alergias respiratórias, principalmente, podem apresentar olheiras. Apesar de não conhecerem pesquisas que quantifiquem a população que sofre do mal, os especialistas calculam que o problema afeta milhões de brasileiros — a maioria nem chega aos consultórios por desacreditar em solução para as manchas. Mas a verdade é que o laser e a luz pulsada intensa são boas soluções para este problema. in Zero Hora
— Todos os dias atendo pelo menos um paciente com a queixa. É comum chegarem pensando que não há alternativa e saírem contentes com o efeito de produtos e intervenções — afirma a dermatologista Doris Hexsel.
Esse melhor resultado dos métodos estéticos para tratar as olheiras foi impulsionado nos últimos cinco anos, depois que surgiram estudos aprofundados sobre o assunto. De acordo com a dermatologista Márcia Donadussi, antes apenas cremes clareadores eram receitados. Atualmente se classifica as olheiras em três tipos, o que torna possível avaliar o melhor tratamento para cada caso.
As descobertas auxiliaram a gerente de loja Maria Claudete Momberger Martins, 47 anos. Mesmo convivendo com a roxidão em torno dos olhos por décadas, nunca se acostumou com o visual. Protelou o que pôde, até se render aos recursos estéticos. Não por falta de interesse. É que jurava não haver fim para o tormento.
Desgostosa com algumas manchas no rosto, decidiu procurar um dermatologista. "Minhas olheiras me incomodam muito, mas sei que não há o que ser feito", disse na primeira consulta. A médica informou que as técnicas haviam evoluído e que era possível suavizar a aparência de "urso panda". Há um mês, iniciou o tratamento, que considera milagroso, e já comemora os resultados da aplicação feita dias atrás:
— A doutora me examinou, identificou o tipo de olheira que eu tinha e marcamos uma aplicação de luz pulsada. Mesmo com os olhos ainda inchados, fiquei maravilhada. A escuridão sumiu — vibra.
Possíveis causas:
— Hereditariedade: Pessoas que têm familiares com olheiras, possivelmente, sofrerão com o mesmo problema. Os sinais surgem, geralmente, na infância.
— Alergias (asma e rinite): Essas doenças dificultam a drenagem dos vasos sanguíneos da região dos olhos. A escuridão surge nos períodos de crise. Para esses casos, não há tratamento — deve-se apenas esperar que a crise vá embora ou mascarar a aparência com maquiagem.
— Anemia: Anêmicos podem ter olheiras acentuadas devido à diminuição da coloração avermelhada da pele. Ou seja, a palidez acentua a olheira.
— Consumo de álcool: Causa retenção de líquido na região dos olhos.
— Fadiga: Se o problema é cansaço, uma boa noite de sono ou uma pausa nas atividades podem ser a melhor alternativa.
— Idade: Abaixo dos olhos, há um músculo segurando as bolsas de gordura, que servem como proteção. Com o passar do tempo, essa estrutura vai se soltando e deixando a bolsa mais protuberante, acentuando a olheira.
— Retenção de líquido: A alimentação influencia porque a pele reflete a saúde do organismo. Uma dieta rica em frutas e verduras e a ingestão de dois litros de água por dia, além de chá verde, tendem a amenizar os sinais.
Como tratar:
As técnicas podem ser aplicadas isoladamente ou combinadas. De acordo com a dermatologista Doris Hexsel, as contraindicações e os efeitos colaterais variam para cada paciente. Produtos tópicos, por exemplo, podem causar alergias. Aplicações com laser e peelings podem ser doloridas e deixar a pele avermelhada e até escurecida por cerca de uma semana.
— Cremes ou géis: têm ação limitada se não for utilizada outra técnica ao mesmo tempo. Geralmente, contêm substâncias antioxidantes, clareadoras, hidratantes e estimuladoras de formação de colágeno (que dá sustentação à pele) e custam cerca de R$ 150.
— Peeling químico: esfolia a pele, melhorando a tonalidade das olheiras e eliminando as rugas finas. A escolha do produto a ser usado, da concentração e do número de aplicações vai depender das necessidades de cada paciente. Pode ser superficial ou profundo, e cada sessão varia de R$ 290 a R$ 700, em média.
— Preenchimento cutâneo: quando feito com ácido hialurônico, é seguro e eficaz, mas o procedimento deve ser conduzido por um profissional experiente. O aprofundamento na região dos olhos pode ser minimizado, melhorando o sombreamento com cerca de três sessões. O tratamento custa em torno de R$ 1,1 mil e pode ser dividido em até três aplicações, dependendo das reações.
— Laser e luz pulsada: reduzem a flacidez, renovam a pele e removem os pigmentos da região. A luz penetra na derme (a segunda camada da pele, entre a epiderme e a hipoderme), estimulando a produção de colágeno e elastina (que dá elasticidade), rejuvenescendo, clareando e dando maior firmeza. São necessárias de três a cinco sessões. As de laser custam cerca de R$ 600 cada, e as de luz pulsada, R$ 350.













